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FORMAÇÃO DA EQUIPE 4 STARTUP WAY INTERNACIONAL

FORMAÇÃO DA EQUIPE 4
STARTUP WAY INTERNACIONAL


Em nossa primeira semana no Startup Way Internacional, tivemos a desafiadora experiência de formar um time de cinco pessoas, a distância e em tempo recorde. Tradicionalmente, em um processo como esse, alguns pontos precisam ser levados em consideração, inclusive aqueles que só podem ser eventualmente observados em uma conversa “olho no olho”, onde a linguagem corporal às vezes fala mais que as palavras.

O desafio foi grande, porém conseguimos formar a equipe, procurando buscar perfis profissionais que pudessem se complementar. Somos o resultado de uma fusão de dois grupos, que após se unirem, chegaram à quantidade de membros exigida pela organização do programa. O passo seguinte foi definirmos a linha de projeto que optaríamos por desenvolver.

Logo após a construção do nosso staff, nos deparamos com mais um obstáculo a ser vencido, que foi a quebra de comunicação com um dos componentes do grupo e sua consequente evasão. Diante de tal cenário, precisávamos substituí-lo de forma ágil, porém assertiva. De imediato, nos mobilizamos, primeiro para obter informações acerca das regras pré-existentes diante de tal contexto e, após autorização dos organizadores, finalmente conseguimos fechar a lacuna com um profissional de fora. Pronto! O time enfim, estava definido.

Na segunda semana nos debruçamos em cima da validação da ideia e chegamos à conclusão de que ela não tinha sustentação. Então continuamos na busca por um problema real, a ser solucionado, porém não conseguimos um consenso com relação a isso. Foi então que vivemos mais uma crise e a encaramos como uma oportunidade de aprendizado.  Após a decisão de quatro integrantes deixarem o grupo, informamos à organização do programa, e ficou definido que seríamos uma nova formação e que absorveríamos a pessoa que não tinha conseguido inserção em nenhuma equipe. A nova composição foi fechada e atualmente é a seguinte:

Alexandre Libanio, o CFO, tem um perfil protagonista assertivo, Bacharelado em Ciências Biológicas, mestrado em Bioquímica e doutorado em Biologia de Fungos, além de ser docente no ensino superior e CEO da FungiNE;

Simone Domingues, nossa CBO, tem um perfil protagonista assertivo, formação em Psicologia, especialização de Pessoas, experiência em seleção, gerenciamento de equipe, gestão de pessoas e desenvolvimento de projeto, além de ser empreendedora na área de alimentação;

Felipe Torres, nosso CTO, tem o perfil de personalidade, Cônsul, bacharelado em Ciência da Computação, além de experiência como desenvolvedor e Engenheiro de Software;

Raphael Lima, o CMO, iniciou sua carreira na área de TI e passou a se especializar em marketing digital, de forma autodidata. Atualmente reside em Portugal e atua nessa área, fazendo campanhas para agências de publicidade e para “famosos da internet”;

Por fim e não menos importante, nosso CFO Carlos Renderson, estudante de Engenharia Eletrônica na UFPE, com experiência em projetos elétricos e conhecimento em demandas tecnológicas.

Embora desafiadora, a proposta de montar um time nas circunstâncias propostas, foi de fato algo bastante construtivo, haja visto que o resultado foi notadamente bem proveitoso. O processo passou por várias fases. A primeira foi de ansiedade e receio de não conseguirmos cumprir com o que nos foi pedido; a segunda foi de alívio por ter realmente atendido à proposta em tempo hábil; na sequência veio a frustração por termos perdido um membro e, finalmente, pudemos experimentar a sensação de dever cumprido, por termos conseguido superar todos os obstáculos.

Nesse contexto, após algumas reflexões, e fazendo uma analogia com a “vida real”, chegamos à conclusão de que nem sempre um processo seletivo irá dispor de condições totalmente favoráveis para sua execução. As “pressões” podem vir das mais variadas formas. O tempo, por exemplo, nem sempre é um aliado. Muitas vezes precisamos substituir uma pessoa inesperadamente, como o que de fato aconteceu com nossa equipe. Uma empresa não pode ser penalizada apenas porque uma determinada pessoa decidiu não mais fazer parte dela. O gap precisa ser preenchido instantaneamente. É uma questão de corrida contra o tempo. Afinal, a engrenagem é feita por peças que precisam estar em pleno funcionamento, ininterruptamente e, caso uma deixe de auxiliar no processo, inevitavelmente, outra há que ser colocada no lugar.

No que se refere a outro dificultador, que foi a distância física e a consequente falta de leitura corporal e visual, podemos dizer que nos trouxe alguns insights positivos, afinal, em um mundo há algum tempo já globalizado, cada dia mais a comunicação precisa ser feita de forma remota e com o processo seletivo não é diferente. Startups têm modelo de negócios escalável e, não raras vezes, estão presentes em cidades variadas, em países distintos. Nesse sentido, o contato virtual é cada vez mais frequente, também potencializado pela pandemia do novo Corona vírus, que veio expandir o número de pessoas que fazem o trabalho a partir de suas residências. Nesse sentido, as perspectivas são de que essa tendência venha a tornar-se definitiva. Outro fato a se pensar é de que a realidade que vivemos hoje, foi algo inesperado e repentino. Não podemos deixar de levar em consideração que eventualidades como essa, podem vir a acontecer ocasionadas por outros fatores.

A experiência que a princípio parecia-nos despretensiosa, na verdade provocou uma certa desconstrução do que pensávamos sobre o processo de formar times. Eventuais problemas futuros acontecem também com contratados através de longos e rígidos processos seletivos. Sociedades formadas por pessoas com anos e anos de amizade, muitas vezes são desfeitas de forma traumática. Razões para isso não faltam, pelo fato de que por mais que procuremos analisar e entender o ser humano, nunca iremos de fato conseguir. Somos seres complexos e muitas vezes insondáveis.

Diante do exposto, gostaríamos de deixar claro que a experiência vivida pelo nosso grupo foi de extrema relevância não só para o processo de desenvolvimento dentro da proposta da Startup Way, como para a vida profissional de cada um. Esse foi o primeiro aprendizado no programa, para todas as pessoas do time, incluindo a que tem vivência de vários anos na área de Gestão de Pessoas e formação de equipes. Acreditamos que levaremos esse aprendizado para a vida, dentro da nossa bagagem profissional. Nesse sentido, gostaríamos de agradecer a todos os organizadores, mentores e patrocinadores envolvidos. Estamos certos de que as próximas etapas serão ainda mais enriquecedoras e que independente do resultado final do nosso projeto, sairemos extremamente enriquecidos.

 

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